quarta-feira, 15 de julho de 2009

Nono e último dia - Natal – 14 de julho de 2009

O dia livre para visitar feirinhas de artesanato. O Shopping do Artesanato Potiguar é o melhor lugar para se ver e comprar artesanatos bonitos, além de roupas e muita comida típica. Não tem como não achar alguma coisa muito legal. Um programão! No meu caso achei capas de almofadas, camisetas, tapetinhos e castanha de caju, além de um peixe feito de folha de bananeira e uma linda namoradeira de argila para colocar na janela. Aproveito também para tomar sorvete de tapioca.
Mas ô terrinha quente, sô!... Andar nesse sol não é pra gente paulista não...
Almoço no excelente Restaurante Camarões. Pedimos o “Camarão Cajueiro”: camarão à milanesa com grãos de castanha de cajú, acompanhado de molho de maracujá, servido com purê de macaxeira gratinado com queijo de coalho e arroz com brócolis. Hummmmmm...
Para fechar a viagem com chave de ouro, um lindo pôr-do-sol no avião de volta para casa.E a viagem termina aqui, pessoal. Em breve estarei colocando as fotos no Picasa e avisarei o endereço.
Beijos a todos!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Oitavo dia – 13 de julho de 2009

Saímos novamente com nossos ótimos amigos. Hoje vamos à lagoa do Carcará, um lugar fora da rota turística a poucos quilômetros de Natal. Fomos no 4X4 deles, passando por fazendas e pequenas cidades típicas e bem bonitinhas no meio do caminho. Neste caminho também se passa pelo local onde se encontra o maior cajueiro do mundo. A árvore cobre uma área de aproximadamente 7500 m2, com um perímetro de aproximadamente 500 m. Ele foi plantado em 1888 e, durante o período da safra, produz cerca de oitenta mil frutos.
A lagoa do Carcará é bem grande e possui casas e palmeiras que foram engolidas pelas águas. Mesinhas ficam espalhadas à sua margem e escolhemos um lugar sossegadinho para passar o dia. Foi um dia calmo, sem muito sol, com ótimos papos, caipirinha e petiscos: macaxeira frita e camarão alho e óleo. Bem relaxante.Um dia de bom tamanho levando em conta meu cóccix bichado. Sentei de banda o dia todo. Bastava um pequeno movimento em falso e... DOOOOOOR...
Por hoje é só, ó xente!

domingo, 12 de julho de 2009

Sétimo dia – Primeiro dia em Natal – 12 de julho de 2009

Pousada La Luna em Ponta Negra, Natal. Alugamos um buggy com motorista, um cara chamado Mister Bean. Não tem como ele ter outro apelido. É a cara dele!...
Vamos conhecer as praias do litoral norte. No início achei que o passeio ia ser meia boca, já que passamos no meio de cidadezinhas muito, mas muito pobres. Mas foi só o começo. Depois de passar numa enorme ponte pênsil, chegamos à praia de Genipabu, a mais conhecida por aqui. Tem até dromedário no lugar! Em seguida atravessamos a Barra do Rio numa balsa que leva dois buggys por vez e é tracionada por um balseiro com uma longa vara. Bem legal! Nossa, esse povo trabalha, viu?...
Entramos na região das dunas e o Mr. Bean, no começo calado e quieto no canto dele, se mostrou um verdadeiro cabra arretado, ô xente! O homem pisou naquele acelerador e não tirou mais o pé! Ele arrebentou naquelas dunas, fazendo manobras que até eu suei frio de medo! Algumas horas eu tinha certeza que o buggy ia capotar ou me atirar pra fora dele. Como me sentei no encosto traseiro, a instabilidade duplicou. Com isso ganhei de presente uma fratura no cóccix... Que dor!!! Aê galera da Quiropraxia: vou precisar de um trato na volta!A próxima parada foi num lugar que mexeu comigo: a lagoa de Graçandú, cercada por lindas dunas brancas. Essa lagoa é formada pelas águas das chuvas e dura uns três meses. Quando chegamos não havia ninguém e o lugar parecia um pedacinho do céu pra gente. Que lugar!!! É uma água de-li-ci-o-sa, nem quente nem fria, na temperatura certa e uma lagoa limpa, sem vegetação nenhuma, o que dá uma sensação muito boa! Não queria sair dali.
Depois paramos em outras dunas e Mr. Bean resolve tirar umas fotos nossas fantásticas fazendo montagens com uma garrafa de cerveja. Ele é o cara!

Na lagoa de Jacumã fizemos eskibunda e aerobunda. O máximo! Eskibunda é uma descida nas dunas usando uma prancha de madeira. Aquabunda é a descida numa corda pelo ar até bater a bunda na água. Nossa, como a gente se divertiu!... Pra recuperar, água de côco e espetinho de lagosta.
Almoço na praia de Porto Mirim, onde comi o abacaxi mais doce de minha vida. Parecia que tinha mel. Devo ter comido dois abacaxis inteiros. Foi o meu almoço: abacaxi e camarão...
O retorno seria direto para a pousada, mas batendo um papinho com o Mr. Bean, o convenci a parar novamente naquela lagoa dos Deuses. O lugar estava melhor ainda, com apenas uma garotada que, quando foi embora, deixou a lagoa apenas pra gente. Olha... nadar numa lagoa selvagem no meio das dunas e ouvindo apenas o barulho do vento, enquanto o sol se põe... é uma experiência inesquecível! Ficamos lá umas duas horas, só curtindo o lugar... nadando, boiando, relaxando... Que lugar... Agradeci aos céus e, em agradecimento ao Mr. Bean, demos uma boa caixinha pra ele no final.
Nos encontramos com um casal de amigos de Fernando de Noronha, Berenice e Sérgio, para jantar no Mangai, um restaurante por quilo mas que, de quilo, não tem nada. Pratos e mais pratos de comida típica daqui, com maravilhas como arroz de queijo, arroz de leite, escondidinho, queijo coalho assado, bobó de camarão, macaxeira na manteiga, carne de sol com nata, tapioca e assim vai. Uma infinidade de pratos, cada um melhor que o outro. A solução foi encher o prato com uma colherinha de cada, pra dar pra experimentar pelo menos um terço de tudo... Não vou nem falar das sobremesas... Saí rolando...

sábado, 11 de julho de 2009

Sexto dia e último dia em Noronha – 11 de julho de 2009

Hoje é dia de Aqua Sub! Eba!!! No Aqua Sub você fica segurando uma prancha em forma de semi-lua que está presa em um barco por uma corda. E o barco vai andando e vai te arrastando enquanto você vai vendo a vida submarina de máscara e snorkel. O máximo desse negócio é que você não precisa fazer o mínimo esforço e percorre uma extensão enorme de mar vendo coisas incríveis. E o mais bacana ainda é que, com um simples manejo das mãos, você mergulha até o fundo do mar enquanto vai sendo puxada. E também pode fazer curvas, girar etc. Delirante!
Ví 16 tartarugas neste pequeno passeio de uma hora! Casais, filhotes, umas se alimentando, outras nadando, outras descansando no fundo do mar. Todas tartarugas-verde. Lindas! Passamos também por dois naufrágios que foram simplesmente bárbaros! Demaisss ver aqueles cardumes de peixes coloridíssimos por entre os destroços! Mergulhei várias vezes para passar pertinho do navio. UAU!!! Meu único medo era de repente sair de lá um tubarão-limão, o mais comum por aqui... Por duas vezes passamos por sobre cardumes imensos, gigantescos, absurdos de sardinhas. Nessas vezes, fiz diversos mergulhos e foi o máximo passar bem no meio do cardume, com peixe pra tudo que é lado que não acabava nunnnnnca! Parecia uma chuva de peixe sem fim. A coisa mais linda desse mundo!!! Não conseguia parar de rir!
Temos algumas horinhas antes do vôo e vamos dar um rolé no centrinho da Vila dos Remédios. No almoço Cacá come num quilo. Como não vejo graça no arroz, feijão, bife e macarrão quando viajo num lugar desses, vou almoçar lula e casquinha de siri no Xica da Silva, junto com uma boa caipirinha. Uma casquinha de siri tão boa assim só comi em Florianópolis. Bom demais...
Pegamos o avião das 17h50 para Natal. Apenas uma hora de vôo. Como aqui na ilha existe a diferença de fuso de uma hora, saímos às 17h50 e chegamos às 18h00 (hora local).
Jantar no “Terra do Camarão”, que faz um rodízio de camarão muito bom: caldinho de camarão, spaguetti com camarão, strogonoff de camarão, bobó de camarão, camarão ao molho de requeijão, camarão à baiana, camarão à francesa, camarão empanado, camarão na manteiga, camarão à parmegiana e camarão alho e óleo. Só...
A maior pagação de mico de nossa estadia em Noronha foi a mala que trouxemos. Minha mochila cheinha de roupa que não usei um único dia! Que roubada... Aqui basta um biquíni, uma bermuda, uma sandália e umas poucas camisetas pra usar à noite. Só! Não precisa de mais mesmo, galera!

Quinto dia – 10 de julho de 2009

Alugamos um buggy para irmos às praias que ainda não conhecemos. 90% dos carros da ilha são buggy, o melhor meio de transporte por aqui, dependendo da trilha que você quer fazer. Estivesse eu sozinha, teria alugado uma moto, melhor ainda que o buggy, principalmente para a trilha que pegamos hoje para a Praia do Leão... Caramba, que trilha! Os buracos eram verdadeiras crateras e diversas vezes suei frio achando que o carro ia tombar, atolar ou encalacrar num daqueles buracos. Achei mesmo que a gente não ia sair dali. Mas o carro fez bonito e o esforço valeu à pena. Que praia linda! E completamente deserta! Aqui é a parte da ilha do “mar de fora”. Devido a isto, do lado direito da praia grandes arrecifes são batidos violentamente pelas ondas. E a cada investida das ondas, voam esguichos de água de vários metros de altura. Fantástico! Do lado esquerdo também vários bancos de recife, mas neste caso formando piscinas e plataformas. Passo um bom tempo deitada na areia com a água me cobrindo e sentindo pequenos peixes me beliscar a pele. No meio dessas duas extremidades, uma praia enorme de areias brancas. Que praia!...


Almoço no Restaurante Varanda, um lugar bonito e gostoso com mesas em um varandão que dá gosto comer. Pedimos frutos do mar com azeite, leite de côco e arroz que estava delicioso!
Vou pegar minha filmagem e fotos do mergulho de ontem. Ficaram ótimas. Depois tento colocar no YouTube.
À tarde fomos à Praia do Meio, Praia da Conceição, Praia do Boldró e para terminar com grande estilo, retornamos à Praia da Cacimba do Padre, onde se encontram as pedras “Dois Irmãos”, para ver o pôr-do-sol. Todas essas praias ficam no “mar de dentro” e por isso são muito mais tranqüilas. Na praia do Meio ainda tentei fazer um último mergulho com snorkel, mas como estava sozinha, bateu o medo e saí rapidinho da água. Como nossos amigos disseram que viram pequenos tubarões nesta praia no dia anterior, veio todo aquele pavor ancestral desses bichos. Esses medos irracionais. Mesmo com a água cristalina, mergulhar pela primeira vez sozinha num lugar que não conheço é coisa que não me cai bem... Na praia da Cacimba do Padre o pôr-do-sol ao lado dos Dois Irmãos não fez feio.
Acabei de ver que esqueci de passar protetor solar no dorso dos meus pés e agora eles estão inchados, doloridos e completamente queimados. Ê laia...
Antes de dormir ainda pegamos a ótima palestra feita por um especialista em tubarões lá no Projeto TAMAR. O cara é ótimo e conta umas histórias muito boas sobre eles, além de toda a biologia e ecologia sobre as várias espécies. Tivesse eu assistido esta palestra antes, talvez teria conseguido mergulhar hoje na Praia do Meio...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quarto dia – 09 de julho

Praia do Atalaia... Praia do Atalaia... Praia do Atalaia... Gravem este nome. Uma região do lado externo da ilha (mar aberto) com corais e rochas que formam uma grande piscina natural bem rasinha funcionando como um berçário de peixes. Aqui só se entra acompanhado por fiscais do IBAMA de apito na boca, prontos para dar uma bronca em quem sair da linha. Existe todo um ritual de instruções: nada de protetor solar, pés de pato ou movimentos bruscos, nada de ficar de pé nos corais, nada de tocar nada!!! Tudo para não estragar o lugar, que é o paraíso dos mais lindos que alguém possa imaginar nessa Terra. Existe um número máximo de pessoas que entram neste local por dia. O tempo na água é cronometrado: apenas 30 minutos. Mas foi um dos 30 minutos mais belos de minha vida. Uma água cristalina cheeeeeeeeeeeia de peixes dos mais lindos! E tudo ao alcance de sua mão! Você é literalmente circundado por pequenos peixes, cardumes sem fim. Só não chorei porque senão ia embaçar a máscara. Nossa, que coisa mais emocionante! São cenas que não vou me esquecer. Além de peixes, para compor a cena estavam ouriços brancos (que nesses meus 60 anos de bióloga nunca havia visto na vida), ofiúros enormes, algas, corais, poliquetas multicoloridas e outros que não consigo me lembrar agora. Nem consigo colocar direito em palavras o que vi e senti nesse lugar. Saímos de lá em transe...
À tarde resolvo, de última hora, fazer um mergulho de garrafa (batismo) na parte leste da ilha, junto às ilhas secundárias, um lugar chamado Rassureta. Fica entre a Ilha do Meio e a Ilha da Rata. Cacá não se sente bem e não vai; vou com um casal de amigos que fizemos aqui, Rafael e Jane. Umas gracinhas de simpáticos. Esse local tem uma série de pedras, cavernas e regiões de correnteza (entre as ilhas), que faz do mergulho uma experiência MA-RA-VI-LHO-SAAAAAAAAAAA!!! Este é meu terceiro mergulho de garrafa, então nem posso falar mais que é batismo. Já havia mergulhado na Austrália. Portanto o chefe do grupo, Marcos, me dá apenas orientações básicas e já vamos descendo. Ao me ver segura, até me deixa solta, o que é ótimo. Depois de três dias mergulhando apenas com snorkel, fazer um mergulho de garrafa já é bom por si só. Mas neste lugar..................... FAN-TÁS-TI-CO!!!!!!!!!!! Um deslumbre!!! Começamos descendo sobre o grande areal branco, branco, branco e fomos em direção à encosta de corais. Uns 20 metros. Parece pouco mas é uma eternidade de fundo. Olhando para cima a superfície está lá looooonge. Mesmo assim dá para ver perfeitamente os mergulhadores na superfície. Meu Deus, que água!!! E começamos o passeio entre corais e algas, com peixes dos mais lindos aparecendo aqui e ali. Chegamos a uma caverna re-ple-ta de grandes peixes fantásticos! A caverna é bem estreita e só fico calma porque o cara está do meu lado. Uma loucura nadar assim num lugar tão estreito, cheio de peixes e algas por todo o lado. Saindo de lá vemos uma grande barracuda e depois mais outra. Esse bicho eu respeito! Êta bichinho mal-encarado e perigoso... Mais adiante, uma tartaruga, com seu nado sereno e ritmado. Seguimos ela por algum tempinho. Depois arraias, uma no chão, fazendo pequenos nados rasantes e outra em pleno nado no meio da água. Ele então me leva para a parte entre as duas ilhas, onde há uma grande correnteza. Que demaissssssssss!!! Viram “Procurando Nemo”, quando as tartarugas pegam carona na grande corrente Atlântica? Me senti a própria! Parecia uma corrida de fórmula um! No meio do caminho vemos uma velha âncora enterrada e nos agarramos a ela sentindo a correnteza passar. UAU!!! UAU!!! UAU!!! Que sensação!!! Terminamos o mergulho indo para uma grande área de areia onde vimos mais arraias e tartarugas. A subida foi tranqüila e em pouco tempo o barco veio nos pegar. Saio sorrindo, sorrindo sem parar. Com os olhos mareados e agradecendo muito por ter tido a possibilidade de ter tido um dia tão intenso e maravilhoso. Eu sou mesmo uma pessoa de muita sorte.
Hoje tem que haver comemoração com um bom vinho!
Até amanhã!

P.S. Essas fotos que vocês estão vendo são uma merrequinha diante do que realmente vi lá em baixo...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Terceiro dia - 08 de julho

Aê, pessoal, consegui carregar umas imagens ontem, como vocês devem ter percebido. Mas tudo na base de muita paciência adquirida aqui... Porque olha... não é mole não fazer essas coisas na velocidade de linha discada. O preço do paraíso...
Acordamos com pernas e pés estoporados e eu completamente assada nas costas e bunda... Vou me empastelar de protetor hoje porque tudo que coloquei ontem não adiantou.
Hoje fizemos o passeio de barco, que passa por várias praias e é muito legal ver tudo pelo “lado de fora” da ilha. Paisagens lindas sem igual e daqui temos uma visão privilegiada do Morro do Pico, o ponto mais alto da ilha (pouco mais de 300 metros) e com uma conformação que faz jus ao nome... Existe uma escada que vai até lá em cima, mas agora que está meio enferrujada, a Marinha proibiu a subida.
No caminho, a melhor das surpresas: somos escoltados pelos famosos golfinhos-rotadores. Este é um comportamento de defesa que eles adotam quando alguma embarcação atravessa seu caminho: os machos acompanham a embarcação, como que para despistar o “intruso”; enquanto isso, fêmeas e filhotes passam por baixo a uma maior profundidade, em direção ao seu destino. Resultado: um espetáculo des-lum-bran-te para nós. A quantidade impressiona!!! Dezenas e dezenas se aproximam e parece que apostam corrida com nosso barco! Alguns fazem os típicos saltos e giros no ar (até 7 rotações por vez), o que deu nome à espécie: rotador. É todos nos acompanham nadando de frente, de costas, fazendo piruetas e curvas no melhor de sua graça e agilidade. Ninguém no barco consegue ver isso sem esboçar o maior dos sorrisos e gemidos de “ohhhh”, “ahhhh”, “awhmmm....” Passamos por eles na ida e na volta e a emoção não diminui! Faço boas filmagens desses bichinhos adoráveis e sorridentes.
Mergulhamos novamente na Praia do Sancho. E hoje estava especial. Mais especial do que já é. Um sol mais bonito, muito mais peixes e água muito mais clara (como se isso fosse possível...). A sensação é de quem está voando bem alto num ar azulado, cheio de peixes ao redor e com o chão de corais lááááá em baixo. Tudo isso com flashes de luz piscando à sua volta. Não há palavras... Não há palavras... Se é possível fazer com que uma pessoa atinja o céu na terra, esse é o lugar!
À tarde vamos ver a parte histórica da cidade. O primeiro trecho é até interessante, onde conhecemos a parte velha da Vila de Nossa Senhora dos Remédios e ruínas do forte e antigo presídio. As celas são qualquer coisa de tenebrosas. Realmente não devia ser boa coisa ser prisioneiro naquele tempo... Já a segunda parte do passeio é o maior mico: vamos à Praia do Cachorro, que é cheia de gente e com um barzinho tocando pagode. Tô fora. Peguei minhas coisas e saí de lá correndo.
Hoje temos o super, hiper mega, ultra, maxi jantar no Zé Maria, um restaurante famoso por oferecer um verdadeiro banquete dos Deuses. O preço também é dos Deuses: R$120,00. Para tal, ficamos quase que o dia todo sem comer. Passamos a frutas e água de côco para dar espaço à comilança. Vocês não podem imaginar o que é esse jantar. Uma mesa enorme cheia de dezenas de pratos de frutos do mar, com direito a camarões, lagostas, peixes, polvos, lulas etc. nas mais variadas versões. Os cozinheiros até reúnem todos os clientes à mesa antes para explicarem sobre todos os pratos e no final todos batem palmas. Me senti na Grécia antiga, naqueles banquetes dos césares... Que jantar! E tudo se repetiu na sobremesa! Nem deu para experimentar tudo o que eu queria...
Boa noite!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Segundo dia - 07 de julho

Acordar cedo para ir ao famoso “Ilha Tour”, onde vamos dar uma geral na ilha, conhecendo cada cantinho dela. Vamos numa pickup em 10 pessoas. Antes, um belo café-da-manhã com direito a tapioca e um pão de queijo deliciosos. Primeiro destino: mirante da Baia dos Porcos, o cartão postal de Fernando de Noronha!!! Oh - My - God!!!!!!!!!!! Sabem aquelas duas pedras gêmeas em meio a um mar azul-esmeralda cheio de corais no fundo? Esse mesmo. O próprio. Majestoso! O queixo caiu e não voltou mais. Sorrindo o tempo todo vendo tal espetáculo da terra!!! Lindo, lindo, lindo!!!!

Lá em cima também podemos ver as ruínas do Forte de São João Baptista dos Dois Irmãos: apenas um canhão jogado.
E vamos à Praia do Sancho, considerada uma das mais bonitas do mundo.


Para chegar lá temos que descer uma escada por uma fenda natural estreita, obscura e funda: uma aventura! Cacá achou que fosse ficar encalacrada nela... Depois ainda uma série de degraus de pedra. E vale cada esforço: o primeiro mergulho revelou um mar cristalino, transparente e brilhante, com uma infinidade de peixes, corais e seres marinhos fantásticos, como pepinos-do-mar multicoloridos, corais, esponjas, algas e rochas sobre uma areia branquíssima. Cardumes e mais cardumes de peixes de todas as cores e formas. Gente, que coisa mais linda! Que visual! Um dos mais bonitos cardumes foi de grandes peixes-cirurgião, de um azul turquesa fosforescente. Não é à toa que este arquipélago é considerado o parque marinho brasileiro mais bonito, com um dos melhores lugares para a prática de mergulho do mundo. De acordo com os registros, podemos ter uma visibilidade de até 50 metros! E é verdade! Parece-se um pouco Abrolhos, onde também experimentei essa visibilidade, babando litros em pleno mergulho...

Nosso guia, Joselito, olha para nós e comenta: “êta gente de bronzeado-palmito...”
Em seguida: Baía do Sueste. Um lugar com o único manguezal em ilha oceânica do mundo. Claro que por conta disto a água fica turva. Mas mesmo assim é um lugar para se ver tartarugas marinhas, além de algumas arraias-pedra. E vimos as tartarugas! E elas são lindas! E quando elas vêm respirar, levantando suas cabecinhas para fora d’água é mais lindo ainda. E aqui realizei um dos grandes sonhos de minha vida: nadei com uma grande tartaruga marinha, segurando em seu casco, por um longo tempo!!! Uma experiência para se contar para os bisnetos! Uma coisa linda, emocionante, uma verdadeira realização! Saí da água sorrindo de orelha a orelha! Um sorriso franco, inteiro!
Almoço no Restaurante do Biu e vamos ao Buraco da Raquel, uma formação rochosa com um buraco no meio (claro...). De lá podemos avistar a Praia da Caeira, também mais uma maravilhosa com uma cor de chorar de tão linda.
No Museu do Tubarão estão expostas diversas mandíbulas e arcadas dentárias de várias espécies de tubarão. Que meda!... A Capela de São Pedro dos Pescadores tem uma singela capelinha no alto de um morro, de onde podemos avistar as ilhas secundárias do arquipélago.
Em seguida vamos ao Porto. Depois disto tudo alguém pode pensar que é um lugar totalmente dispensável. Ledo engano. Este é o porto mais limpo que existe no Brasil. E aqui é cheio de tartarugas! Grandes, pequenas, ariscas, curiosas, para todos os gostos. Perdi a conta. Pude nadar sobre diversas, acompanhando seu ritmo gracioso e lento. Um passeio a dois dos mais gostosos. Terminava com uma, aparecia outra. Aqui Cacá também ficou seguindo uma tartaruga e sua felicidade foi enorme!!! Também haviam casais de arraia-chita, todas pintadinhas. E eu cansei de ver tartarugas. E nunca pensei que eu dia fosse dizer tamanho absurdo!... Cansei!...
A Praia da Cacimba do padre é colossal, com uma areia branca fina e ali na nossa frente se encontram os Dois Irmãos, as grandes pedras gêmeas.



Atravessando uma passagem de pedras chegamos na Baía dos Porcos, fechando com chave de ouro nosso dia de mergulhos. A mesma ladainha de sempre: água cristalina, corais e uma infinidade de peixes ao nosso redor.

Finalizamos o dia vendo o pôr-do-sol no Forte do Boldró. Chegamos na pousada exaustas, acabadas, trituradas a ponto de não conseguirmos andar decentemente. A dor no tornozelo, pelo uso das nadadeiras, é tão grande!... Tudo dói. Mas estamos numa felicidade que não dá pra explicar. Uma alegria de plena realização, um tanto diferentes do que éramos antes de chegar nesta ilha... Só deu mesmo para traçar umas tapiocas, beber um bom vinho trazido pela Cacá e... cama!
Até amanhã!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Primeiro dia - 06 de julho

Pego avião em São Paulo às 10h15 chegando a Recife às 13h30, onde encontro Cacá, que veio do Rio. Tá chovendo... ai, ai, ai... Chuva??? Nããão! O nosso piloto avisa: ”Na Ilha também está chovendo e vai durar alguns dias.” Decepção geral no avião! Mas só para depois complementar: “Brincadeira pessoal. A ilha está com sol e temperatura de 30 graus!!!” Piloto engraçadinho... Agora é só uma horinha até Fernando de Noronha. Chegando na ilha o piloto dá umas voltas ao redor dela para o deleite de todos.
O visual me deixa com a baba escorrendo do queixo até a barriga! É impressionante a cor da água com os vários tons de verde e azul em volta das formações de corais! UAAAAAU!!! Para completar o cenário, as escarpas das formações rochosas são um deslumbre! Fantásticas! Por mais que a gente já tenha visto fotos do lugar, ver isto ao vivo... NOSSSSSA!!! Já valeu a viagem!!!
Fernando de Noronha... Fernando de Noronha... O Arquipélago é formado por 21 ilhas, sendo que a maior de todas chama-se "Fernando de Noronha", a única ilha habitada. As outras fazem parte da área do Parque Nacional Marinho e só podem ser visitadas com licença do IBAMA. O arquipélago fica sobre um vulcão, cuja base tem 74km de diâmetro e está a 4.200 metros de profundidade. Esta cratera vulcânica submersa foi extinta há mais de 20 mil anos (que bom!).
O aeroporto é apenas uma pequena construção térrea. Pra que mais?... Quem nos recepciona é Fábio, um simpático morador. Na pousada (Floresta e Mar) ficamos sabendo que lá não há internet por conta de uma pane geral... Vou ter que driblar isso de alguma forma...
Marcamos o que fazer amanhã na agência local e vamos comer, que a fome ta matando. Almoçamos (às 7 da noite) um delicioso filé de tubarão à milanesa no restaurante da Edilma. E caipirinha, que ninguém é de ferro. Só eu; Cacá está comportadíssima... Depois vamos ao Projeto Tamar ver um filme e uma palestra sobre golfinhos rotadores, os mais abundantes na ilha. Bem interessante.
Epa! Estou conseguindo wireless na pousada! Beleza! Mas está lenta. Então nada de fotos. E cama!
Boa noite!

sábado, 27 de junho de 2009

O início!

Olá pessoal!

Este é o blog das venturas e aventuras de duas amigas (Marisa e Cacá) na tão sonhada Ilha de Fernando de Noronha! Decidimos montar esse blog para que nossos amigos e familiares possam nos acompanhar em nossa jornada. Bom, “decidimos” é modo de falar porque a Cacá, minha companheira de viagem, tem verdadeiro horror a se expor na internet e tive que ter a maior lábia para convencê-la a topar. Desta forma, procurarei privá-la de tal exposição o máximo possível. Já eu boto a cara pra bater e não ligo a mínima.

Cacá, minha colega de faculdade nos anos 80, e eu formamos uma amizade muito especial desde aquela época, quando fizemos grandes e boas viagens juntas. Depois de termos ido ao Arquipélago de Abrolhos e à Ilha da Trindade, soltamos no ar idéia de ir a Fernando de Noronha para completar o grande trio de viagens marinhas! Desde então viemos cozinhando esta idéia. Este ano, finalmente, decidi realizá-la de uma vez por todas. Assim que decidi, mandei um e-mail para a Cacá e a convenci rapidinho a ir comigo.

Estamos realizando esse sonho 15 anos depois... mas estamos!

Cacá mora no Rio de Janeiro e eu em São Paulo. Portanto iniciaremos nossas viagens separadas, cada uma saindo de avião de sua cidade, e nos encontraremos já em Fernando de Noronha, no dia seis de julho. Ficaremos cinco dias na ilha e três dias em Natal, no final da viagem.

Como nós ainda não fizemos curso de mergulho (mancada!!!) nossos mergulhos serão apenas de máscara e snorkel. Mas dizem que só assim já se tem uma das maiores experiências de mergulho que alguém pode ter. Contando que já mergulhei em Abrolhos e na Grande Barreira de Corais na Austrália, mal posso esperar para mergulhar em Noronha...

Até lá!
Marisa