quarta-feira, 8 de julho de 2009

Segundo dia - 07 de julho

Acordar cedo para ir ao famoso “Ilha Tour”, onde vamos dar uma geral na ilha, conhecendo cada cantinho dela. Vamos numa pickup em 10 pessoas. Antes, um belo café-da-manhã com direito a tapioca e um pão de queijo deliciosos. Primeiro destino: mirante da Baia dos Porcos, o cartão postal de Fernando de Noronha!!! Oh - My - God!!!!!!!!!!! Sabem aquelas duas pedras gêmeas em meio a um mar azul-esmeralda cheio de corais no fundo? Esse mesmo. O próprio. Majestoso! O queixo caiu e não voltou mais. Sorrindo o tempo todo vendo tal espetáculo da terra!!! Lindo, lindo, lindo!!!!

Lá em cima também podemos ver as ruínas do Forte de São João Baptista dos Dois Irmãos: apenas um canhão jogado.
E vamos à Praia do Sancho, considerada uma das mais bonitas do mundo.


Para chegar lá temos que descer uma escada por uma fenda natural estreita, obscura e funda: uma aventura! Cacá achou que fosse ficar encalacrada nela... Depois ainda uma série de degraus de pedra. E vale cada esforço: o primeiro mergulho revelou um mar cristalino, transparente e brilhante, com uma infinidade de peixes, corais e seres marinhos fantásticos, como pepinos-do-mar multicoloridos, corais, esponjas, algas e rochas sobre uma areia branquíssima. Cardumes e mais cardumes de peixes de todas as cores e formas. Gente, que coisa mais linda! Que visual! Um dos mais bonitos cardumes foi de grandes peixes-cirurgião, de um azul turquesa fosforescente. Não é à toa que este arquipélago é considerado o parque marinho brasileiro mais bonito, com um dos melhores lugares para a prática de mergulho do mundo. De acordo com os registros, podemos ter uma visibilidade de até 50 metros! E é verdade! Parece-se um pouco Abrolhos, onde também experimentei essa visibilidade, babando litros em pleno mergulho...

Nosso guia, Joselito, olha para nós e comenta: “êta gente de bronzeado-palmito...”
Em seguida: Baía do Sueste. Um lugar com o único manguezal em ilha oceânica do mundo. Claro que por conta disto a água fica turva. Mas mesmo assim é um lugar para se ver tartarugas marinhas, além de algumas arraias-pedra. E vimos as tartarugas! E elas são lindas! E quando elas vêm respirar, levantando suas cabecinhas para fora d’água é mais lindo ainda. E aqui realizei um dos grandes sonhos de minha vida: nadei com uma grande tartaruga marinha, segurando em seu casco, por um longo tempo!!! Uma experiência para se contar para os bisnetos! Uma coisa linda, emocionante, uma verdadeira realização! Saí da água sorrindo de orelha a orelha! Um sorriso franco, inteiro!
Almoço no Restaurante do Biu e vamos ao Buraco da Raquel, uma formação rochosa com um buraco no meio (claro...). De lá podemos avistar a Praia da Caeira, também mais uma maravilhosa com uma cor de chorar de tão linda.
No Museu do Tubarão estão expostas diversas mandíbulas e arcadas dentárias de várias espécies de tubarão. Que meda!... A Capela de São Pedro dos Pescadores tem uma singela capelinha no alto de um morro, de onde podemos avistar as ilhas secundárias do arquipélago.
Em seguida vamos ao Porto. Depois disto tudo alguém pode pensar que é um lugar totalmente dispensável. Ledo engano. Este é o porto mais limpo que existe no Brasil. E aqui é cheio de tartarugas! Grandes, pequenas, ariscas, curiosas, para todos os gostos. Perdi a conta. Pude nadar sobre diversas, acompanhando seu ritmo gracioso e lento. Um passeio a dois dos mais gostosos. Terminava com uma, aparecia outra. Aqui Cacá também ficou seguindo uma tartaruga e sua felicidade foi enorme!!! Também haviam casais de arraia-chita, todas pintadinhas. E eu cansei de ver tartarugas. E nunca pensei que eu dia fosse dizer tamanho absurdo!... Cansei!...
A Praia da Cacimba do padre é colossal, com uma areia branca fina e ali na nossa frente se encontram os Dois Irmãos, as grandes pedras gêmeas.



Atravessando uma passagem de pedras chegamos na Baía dos Porcos, fechando com chave de ouro nosso dia de mergulhos. A mesma ladainha de sempre: água cristalina, corais e uma infinidade de peixes ao nosso redor.

Finalizamos o dia vendo o pôr-do-sol no Forte do Boldró. Chegamos na pousada exaustas, acabadas, trituradas a ponto de não conseguirmos andar decentemente. A dor no tornozelo, pelo uso das nadadeiras, é tão grande!... Tudo dói. Mas estamos numa felicidade que não dá pra explicar. Uma alegria de plena realização, um tanto diferentes do que éramos antes de chegar nesta ilha... Só deu mesmo para traçar umas tapiocas, beber um bom vinho trazido pela Cacá e... cama!
Até amanhã!

3 comentários:

Anônimo disse...

Eita passeio bão:
1º tirar o bronzeado "vela"
2º nadar com as tartas
Melhor q isso só trabalhar
Bjuz

Anônimo disse...

Ps.: As fotos estao perfeitas. Parabens a vcs

Marisa Ferraz disse...

Ei, professor!!! Isso aqui á melhor que o paraíso! Hoje mergulhei de garrafa. MA-RA-VI-LHO-SO!!! Melhor que na Austrália! Depois conto tudo.